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Ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro novamente hospitalizado

Ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro novamente hospitalizado

O ex-Presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi transferido hoje de madrugada da prisão em que se encontra a cumprir uma pena de mais de 27 anos para um hospital em Brasília depois de apresentar problemas de saúde, indicou o seu filho e senador Flávio Bolsonaro.

Lusa /

"Acabo de receber a notícia de que o meu pai está a caminho do hospital, mais uma vez. Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante", escreveu Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

A transferência foi confirmada pela Polícia Militar, responsável pela prisão onde o ex-Presidente se encontra, que afirmou que a equipa médica fornecerá informações adicionais.

Bolsonaro enfrenta desde 2018 vários problemas de saúde relacionados com o ataque com faca que sofreu durante a campanha presidencial desse ano, quando ficou ferido no abdómen.

Desde então, o antigo Presidente foi submetido a várias hospitalizações e procedimentos médicos para tratar complicações decorrentes dessa agressão.

Esta é a primeira saída de Bolsonaro desde que começou a cumprir a sua pena por tentativa de golpe de Estado, no Complexo Penitenciário da Papuda, em 15 de janeiro.

A última vez que esteve hospitalizado foi quando estava detido numa cela especial na sede da Polícia Federal em Brasília, onde foi submetido a quatro cirurgias e permaneceu internado entre 24 de dezembro de 2025 e 01 de janeiro deste ano.

O mais recente mal-estar de Bolsonaro surgiu poucas horas depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil ter anulado a autorização concedida a um assessor do Presidente dos EUA para visitar o antigo líder brasileiro, após o Governo alertar contra uma possível interferência estrangeira.

Bolsonaro começou em 25 de novembro de 2025 a cumprir uma pena de prisão efetiva de 27 anos e três meses, em consequência da condenação em 11 de setembro de 2025 pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e ameaça grave e vandalismo (deterioração de património tombado). 

O ex-Presidente nunca reconheceu a derrota eleitoral nas presidenciais de outubro de 2022, lançou suspeitas infundadas sobre o uso das urnas eletrónicas, incentivou manifestações de caráter antidemocrático junto a bases militares e, segundo a Justiça, projetou planos para permanecer no poder e até matar adversários políticos e judiciários, entre os quais o próprio Lula da Silva e o juiz Alexandre de Moares. 

Os acontecimentos culminaram nos ataques em Brasília, em 08 de janeiro de 2023. 

Milhares de apoiantes do ex-Presidente invadiram e vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e do Palácio do Planalto, em Brasília, numa tentativa de golpe de Estado para depor Lula da Silva da Presidência. 

 

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